Mulheres são exemplo
Segundo dados do Infosiga SP, somente 8 em cada 100 condutores que morrem em acidentes são do sexo feminino

De acordo com o Infosiga SP, sistema de dados sobre fatalidades de trânsito do Governo de São Paulo, 94% dos acidentes fatais são causados por falha humana. E, na maior parte dos casos, a vítima é o condutor do veículo. Mas um grupo se destaca como exemplo de como se comportar no trânsito. As mulheres, que correspondem a 37,5% dos condutores habilitados no Estado, representam somente 8% dos motoristas que se acidentam fatalmente.
 
Os dados gerais do Estado, incluindo pedestres e passageiros, apontam ainda que apenas 18,4% das vítimas são do sexo feminino.
 
Dos casos envolvendo as mulheres, 36,9% das vítimas eram pedestres e 34,2% passageiras dos veículos. Idosos com idade acima de 60 anos somam quase um terço (32,5%) das ocorrências. Em 48,8% dos casos, o acidente ocorreu no período noturno.
 
Comportamento seguro
 
A adoção de um comportamento seguro no trânsito reduz significativamente o risco de fatalidade em caso de acidente. Informações importantes divulgadas pela Organização Mundial da Saúde reforçam a necessidade de evitar comportamentos de alto risco em ruas e estradas:
 
Cinto e cadeirinhas de segurança
 
Segundo a OMS, usar um cinto de segurança reduz o risco de uma fatalidade entre os passageiros do banco da frente entre 40 e 50%. No entanto, muitos ignoram a necessidade de usar o cinto no banco de trás, que pode reduzir o risco entre 25 e 75%.
 
O mesmo vale para a segurança das crianças. Se instalados corretamente e usados, os dispositivos de retenção para crianças, as chamadas “cadeirinhas”, reduzem as mortes entre as crianças em aproximadamente 70% e as mortes entre os bebês entre 54% e 80%.
 
Celular
 
Existem muitos tipos de distrações que podem levar a uma condução prejudicada. A distração causada pelos telefones celulares é uma preocupação crescente para a segurança no trânsito.
 
De acordo com a OMS, os motoristas que usam telefones celulares têm cerca de 4 vezes mais chances de estarem envolvidos em um acidente do que os motoristas que não usam um telefone celular. O uso de um telefone enquanto dirige diminui os tempos de reação (principalmente o tempo de reação da frenagem, mas também a reação aos sinais de trânsito) e torna mais difícil manter o veículo na direção correta e a uma distância segura.
 
Dados do NHTSA, a autoridade de segurança de trânsito dos Estados Unidos, mostram que tempo de reação de um motorista completamente concentrado é em média de 0,75 segundo. Caso esteja em uma ligação, o intervalo aumenta para 1,7 segundo.
 
Enviar mensagens de texto aumenta o risco de acidente em 23 vezes e fazer uma ligação diminui a atividade cerebral ligada à direção em 37%. Já gastar 2 segundos para ler uma mensagem faz com que condutor fique às cegas por 34 metros se estiver a 60 km/h e por 56 metros se estiver a 100 km/h.
 
Bebida e direção
 
Dirigir sob a influência de álcool e qualquer droga psicoativa aumenta o risco de um acidente que resulte em morte ou ferimentos graves, segundo informações da OMS.
 
No caso de dirigir embriagado, o risco de uma colisão no trânsito começa com baixos níveis de concentração de álcool no sangue (TAS) e aumenta significativamente quando o TAS do motorista é ≥ 0,04 g / dl.
 
De acordo com a Associação Médica Brasileira e o Conselho Federal de Medicina, o risco de envolvimento em um acidente fatal para condutores com alcoolemia entre 0,2 e 0,5g/l é de 2,6 a 4,6 vezes maior do que o de um condutor sóbrio. O risco relativo de se envolver em um acidente fatal como condutor é de 4 a 10 vezes maior para motoristas com alcoolemia entre 0,5 e 0,7g/l.
 
No caso do uso de drogas, o risco de incorrer em um acidente de trânsito é aumentado em diferentes graus, dependendo do medicamento psicoativo utilizado. Por exemplo, o risco de um acidente fatal ocorrer entre aqueles que usaram anfetaminas é cerca de 5 vezes o risco de alguém que não o fez.


Governo do Estado de São Paulo